• Agência Towanda

É tempo de fazer o que precisa ser feito, apesar do medo

Toda vez que tenho algo grande na minha frente vem um medo e aquela pergunta que nunca cala: "Será que sou capaz?"


Isso aconteceu quando tive que defender minha dissertação de mestrado, quando fui morar sozinha, quando mudei de emprego, quando viajei pra Europa, quando resolvi começar alguma coisa nova do zero. Também acontece no dia a dia, nas tarefas da rotina que parecem banais, como gravar um vídeo simples, ou dizer não.


E então, passamos a buscar a cura disso. A cura do medo. A cura que fará nos sentirmos mais fortes, capazes, empoderadas, determinadas.


Ainda que se venda por aí que é possível acabar com o medo, essa cura não existe.

Enquanto estivermos vivas, sentiremos medo. Sentiremos frio na barriga, vontade de se esconder, de desistir, de chorar e fugir para sempre.


A grande questão aqui não é se sentir forte e capaz o tempo todo. Mas sim, conseguir reconhecer esses gatilhos negativos do pensamento, o tal “boicote”, e agir apesar do medo.

Joyce Meyer diz em seu livro ‘A Mulher Confiante’ que “ter medo não quer dizer que você é um covarde. Quer dizer apenas que você precisa estar pronto para sentir medo e ao mesmo tempo fazer o que precisa ser feito, haja o que houver. ”


É importante compreender que não podemos simplesmente sentar e esperar que o medo desapareça. Você terá que sentir medo e tomar uma atitude de qualquer jeito. Ou, como dizia John Wayne: “Coragem é estar morto de medo, mas montar o cavalo mesmo assim.” Em outras palavras, coragem não é a ausência do medo, mas a ação na presença dele. Pessoas corajosas se preparam e fazem o que sabem que devem fazer – não o que sentem vontade de fazer.


Normalmente, sofremos mais da imaginação do que da realidade. As histórias que contamos para nós geralmente são os gatilhos que acionam o medo. Se o demônio fosse um sentimento, não acredito que ele seria o ódio ou a raiva, mas o medo, pois ele rouba a vida, traz vergonha, paralisa, mata e destrói todos os nossos potenciais e sonhos.


As grades que nos aprisionam não são físicas, mas mentais. E as chaves para a nossa libertação estão sob o nosso poder.


Falar sobre empreendedorismo hoje sem passar pelo autoconhecimento é algo impensável. Afinal, o sucesso está muito mais pautado no quanto eu me conheço, e no quanto eu consigo me colocar em ação, do que na quantidade de conteúdo que eu produzo no trabalho, ou no número de livros que eu leio por mês.


Por isso, não menospreze o seu desenvolvimento pessoal. Não busque apenas o saber técnico, porque ele é apenas uma parte dessa mistura que vai te levar a alcançar seus reais objetivos de vida.


Se conhecer, se educar emocionalmente, cuidar da sua energia e da sua espiritualidade é tão ou mais importante do que saber escrever e apertar botões.

O medo nunca vai passar. Mas você pode aprender a lidar com ele.

Você está prestando atenção nisso?


Conheça a autora

Camila Garcia


Jornalista, mestre e pesquisadora em Jornalismo (Linguagens Jornalísticas e Tecnologias), pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing. Atualmente é assessora de comunicação no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

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