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Abra espaço para o correio das boas notícias

A tecnologia nos trouxe um acesso quase que ilimitado a um mundo infinito de informações. Somos atingidos o tempo todo por notícias adversas, vinda de todos os lugares: televisão, internet, redes sociais, mensagens no celular. A exaustão de notícias negativas que vemos diariamente estão motivadas, em parte, pela tendência natural do cérebro humano em dar mais atenção aos fatos perigosos e ameaçadores. Diversas pesquisas mostram que as escolhas por tais conteúdos ocorrem, muitas vezes, por questões de sobrevivência.

Os efeitos que as notícias negativas têm sobre o nosso corpo e mente são bastante conhecidos: podem aumentar ou contribuir para o desenvolvimento do estresse, ansiedade, depressão e medo. Assim como você, muitas vezes, eu tenho a clara impressão de que o mundo está, literalmente, desmoronando à nossa volta, que estamos mais infelizes e imersos na insegurança. Mas isso não é verdade. Há muitas coisas boas acontecendo por aí e sendo divulgadas, a gente é que ainda não abriu espaço para o “novo jornalismo”, para o correio da boa notícia.

Atualmente, há veículos de comunicação totalmente dedicados às notícias de cunho positivo, como os sites “Só Notícia boa”, “Olha que Legal”, do G1 e “Razões para Acreditar”. No Brasil, percebemos um despertar tímido por um movimento de narrativas mais construtivas, mas elas existem, basta a gente sintonizar.

A sugestão é para que possamos, de alguma forma, começar a tentar regular a quantidade de tempo de exposição aos fatos negativos e ir inserindo outros tipos de conteúdo em nosso dia a dia. Assim como cuidamos do nosso sono ou da nossa alimentação, evitando frituras, por exemplo, seria interessante começar a adotar uma atitude de um pouco mais de resguardo em relação ao consumo excessivo de notícias negativas.

Mas, em tempos de pandemia, como a que vivemos com a Covid-19, como fazer isso?

Destinando menos tempo e menor atenção a esses fatos.

Manter-se informado e acompanhar o noticiário diário é importante para o nosso desenvolvimento social, cívico e crítico, mas, experimente conhecer outras narrativas. Diferente do que muitas pessoas acreditam, os sites de boas notícias mencionados são sérios, produzidos por profissionais da comunicação, e não conduzem à alienação ou ignoram o que é insatisfatório. Pelo contrário, utilizam novas lentes e ângulos para enxergar a mesma sociedade, buscando novas soluções para os antigos problemas.

Pense nisso e pratique.

Não deixe que as notícias ruins comprometam a sua vida.


Conheça a autora

Camila Garcia

Jornalista, mestre e pesquisadora em Jornalismo (Linguagens Jornalísticas e Tecnologias), pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing. Atualmente é assessora de comunicação no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).





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