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Cientistas criam retina artificial que permite que cegos voltem a enxergar


Foto: Center for Eye Research Australia

Pesquisadores da Universidade de Monash e do Center for Eye Research, na Austrália, desenvolveram uma retina artificial que resgata parcialmente a visão de pessoas com deficiência visual.


A pesquisa da Center for Eye Research foi levada adiante por pesquisadores espanhóis da Universidade de Miguel Hernandez tentaram outra abordagem: contornar os olhos do paciente para se conectar diretamente ao córtex visual do cérebro.


Dessa forma, as imagens podem ser obtidas através de uma câmera colocada em um par de óculos antes de serem convertidas em sinais elétricos captados pelo cérebro. Ou seja, os óculos, que possuem uma câmera central, servem como uma retina artificial do usuário. Por fim, um implante é inserido diretamente no tecido cerebral.


Os cientistas, tanto da Universidade de Miguel Hernandez quanto da Universidade de Monash, explicam que a câmera ainda não possui a potência necessária para transmitir uma imagem completa, mas sim variações de luz que permitem ao usuário distinguir formas e objetos.


Em 2020, uma versão com 1.000 eletrodos foi testada com sucesso em primatas, embora os animais não fossem cegos. Alguns meses depois uma versão aprimorada do software foi testada em uma mulher de 57 anos que era cega há mais de 16. Depois de uma fase inicial em que aprendeu a interpretar as imagens produzidas pelo dispositivo, ela conseguiu identificar as letras e contornos de certos objetos. O teste foi considerado pelos cientistas como um sucesso!


O próximo passo da pesquisa é recrutar mais pessoas cegas para realizar novos testes, estimulando um número maior de neurônios simultaneamente, com o objetivo de produzir imagens mais complexas e detalhadas.


Fonte: Deficiente Ciente

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