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O que pertence à nossa paz

“Ah! se tu conhecesses também ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence!” (Lucas, 19:42) - Jesus.


Quantas e quantas vezes pleiteamos situações de destaque no palco da existência, estabelecendo verdadeira guerra nas nossas relações com os outros, sem que tivéssemos a menor necessidade disso.


Noutras ocasiões, desrespeitando as regras básicas da boa convivência, passamos por cima dos direitos daqueles que por justiça mereciam mais do que nós, benefícios de que nem precisávamos.


Houve também momentos em que os erros cometidos diante de nós por terceiros, poderiam facilmente ser colocados na conta de nossa compreensão, sem a necessidade de humilhar a pessoa que talvez haja somente se enganado por trazer o espírito afogado em aflição...

Some-se a tudo isso o cruel despotismo exercido na intimidade do lar na tentativa vã de solver problemas que somente a generosidade, o entendimento e a brandura são capazes de suplantar com êxito.


Contudo, apenas começamos a despertar para o problema real quando percebemos que nesses embates perdemos algo essencial: o conforto interior.


Nossa íntima serenidade mora muito mais nas nossas atitudes, em relação aos que seguem conosco na mesma estrada, do que naquilo que eventualmente nos aconteça; a partir dessa simples constatação, estabelece-se o embate interior, em nós outros, para altear a visão e melhorar o padrão de nossa conduta para com todos aqueles que nos cercam porque : “ao menos neste dia conheceríamos o que à nossa paz pertence !”


Conheça o autor

Antonio Carlos Tarquínio é Mestre e Doutor em Philosophía pela PUC -SP.

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