• Agência Towanda

Eu nas aventuras de Pi


Imagem de divulgação

Sempre olhei gentilmente filmes que são baseados em livros. É compreensível a dificuldade entre a seleção, a produção e a tarefa de lidar com as expectativas de ambos os públicos.


Diante disso, ao contrário do que o título desse texto possa ter dado a impressão, isso não é sobre o livro ou o filme as aventuras de pi, mas sobre a mensagem que eu tirei dele.


Ao longo da vida passamos boa parte dela tentando descobrir um propósito, o que nos motiva ou simplesmente entender o que estamos fazendo aqui. E sinceramente não sei se há uma única resposta ou um único caminho.


Pi é um jovem indiano curioso que fica encantado com diferentes religiões. Advertido pelo pai que não é possível crer em tudo, que é preciso escolher apenas um caminho para crer. Mas se Deus se manifesta para diferentes pessoas em personagens e histórias distintas levando cada um a encontrar sua fé, por que ter que escolher apenas uma religião para crer?

A família de Pi decide sair da Índia e se mudar para o Canadá. Um detalhe importante a se mencionar, sua família é dona de um zoológico e todos os animais vão com eles nessa viagem num navio. Essa história parece quase familiar para um cristão.


Imagem de divulgação

No meio dessa viagem, uma tempestade terrível acontece e o navio naufraga. Como disse no início, não é um texto sobre essa história, mas sim sobre a mensagem. Então perdoe-me a transcrição corrida sem muitos detalhes.


Depois de algumas situações só restam Pi, um barco e um tigre no meio do mar por meses.


Pi era um jovem cheio de fé, com uma admiração muito grande por várias divindades e até mesmo o Deus cristão. Foi uma jornada muito difícil, com muitos altos e baixos até ser resgatado. E resgatado sem o imenso tigre de bengala que ficou com ele todo esse tempo no barco.


No final, ao narrar todo o ocorrido para a companhia responsável pela investigação do naufrágio, ninguém acreditou na sua história e nem que ele viajou por meses num barco com um tigre. Ele então conta a história de uma forma mais 'aceitável'.

Anos depois um escritor foi até a casa de Pi no Canadá, indicado por um amiga, para ouvir uma história de fé. E acabou ouvindo uma história de naufrágio com um menino e um tigre. Pi pergunta para o escritor qual história ele gostou mais, com ou sem o tigre e a resposta foi com a fera. Afinal, tudo na vida é como escolhemos enxergar e isso influência todo o resto.


Imagem de divulgação

A vida me pareceu com as aventuras de Pi, inúmeros acontecimentos fora do nosso alcance, perdas, altos e baixos e momentos com alguém, com você mesmo ou um tigre acontecem. O tigre ali representou um desafio, uma situação que Pi teve que lidar, cuidar e tratar do bichano para não ser comido pelo mesmo. E no meio dessa aventura toda, ele ainda manteve sua fé na maior parte do tempo. Como também mencionei no início desse texto, Pi admirava várias religiões, então aqui não estamos falando de uma fé única, exclusiva ou religiosa.


No fundo mesmo, acredito que o que não pode nos faltar na nossa jornada é fé. Fé em si próprio, fé em dias melhores, fé que vai passar. E é preciso seguir e entender que essa fé não precisa ser única e em um único propósito. Escolha crer naquilo que vá preencher sua vida com aquilo que precisará naquele momento e que pode mudar na aventura seguinte. O que é importante manter constante é a sua fé.


Conheça a autora

Priscila Marques é publicitária e mineira. Há mais de 10 anos atua na área da indústria com Marketing e Comunicação em empresa de pequeno porte a multinacional. Tem vasta experiência em criação de conteúdo para web e gestão de redes sociais. Além disso, desenvolveu importantes trabalhos na área de vendas e merchandising no PDV, eventos (workshop, feiras e convenções de vendas), campanhas promocionais e lançamentos de produtos entre outros. É Co-fundadora da Agência Towanda.

0 comentário