• Agência Towanda

Saiba quem foi Margarida Alves, sindicalista que dá nome a marcha camponesa

Atualizado: Abr 27

Por: Elen de Souza

Marcha das Margaridas

Realizada desde 2000, a Marcha das Margaridas é uma ação estratégica que reúne centenas de mulheres que trabalham no campo e na floreste e lutam pelos diretos de trabalhadores rurais. O ato proporciona uma reflexão sobre as condições de vida das mulheres camponesas. Além de ser um momento de denúncias, pressão, e negociação política com o governo federal.


O nome da marcha é uma homenagem à ativista Margarida Maria Alves, que foi brutalmente assassinada no dia 12 de agosto de 1983 no estado da Paraíba. Trabalhadora rural desde os 11 anos, Margarida era a caçula entre nove irmãos. Desde muito cedo conheceu a realidade do campo e ainda jovem nasceu seu desejo de lutar por melhores condições para os trabalhadores rurais.

Em 1971, ela assumiu o comando do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, se tornando a primeira mulher a liderar um sindicato desse tipo. Logo, a voz das mulheres camponesas começou a ecoar por diferentes localidades.


À frente do sindicato, Margarida enfrentou donos de engenhos de cana-de-açúcar e os mais poderosos fazendeiros da região. Ela não se intimidou e continuou a defender direitos básicos do trabalhador rural, como carteira assinada, férias, 13º salário e jornada de oito horas de trabalho. Acostumados à exploração dos trabalhadores, usineiros e fazendeiros a viam como inimiga e isso custou-lhe a sua vida. "Melhor morrer na luta que morrer de fome", dizia ela.


Quase 38 anos após sua morte, milhares de trabalhadores colhem os frutos plantados corajosamente por ela. Muitas margaridas brotaram e a luta ganhou projeção nacional. Sua voz nunca será silenciada e seu trabalho jamais será esquecido.


Fonte de pesquisa: Folha de São Paulo e Fetase



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