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Umoja: uma aldeia só de mulheres que se libertaram da violência masculina

Atualizado: Jun 17

Por: Elen de Souza


Rebecca Lolosoli / Foto: The Guardian

Há 30 anos, Rebecca Lolosoli fundou no Quênia a aldeia de Umoja, um local que se tornaria um porto seguro para mulheres vítimas de violência física e sexual. No inicio o local era habitado por ela outras 15 mulheres que haviam sido abusadas por soldados britânicos.


A aldeia fica em Samburu, uma região conhecida por ter sido governada por um sistema arcaico e misógino. O surgimento de Umoja é um marco histórico, um ato de liberdade e progresso. A aldeia se tornou um local de proteção, livre de abusos e qualquer outro tipo de violência praticada pelos homens, como as mutilações genitais, casamentos forçados e opressão.


“Quando contei ao meu marido que fui violada por outros homens, ele me bateu com uma bengala. Foi aí que eu desapareci e vim para a aldeia com os meus filhos”, conta Jane, de 38 anos, moradora de Umoja


As mulheres de Umoja / Foto: Georgina Goodwin

Tudo no local foi construído por elas, inclusive uma escola para as crianças. Para conseguirem dinheiro elas começaram a confeccionar bijuterias para vender para turistas. Porém, incomodados com a ações bem sucedidas das mulheres, alguns homens construíram uma aldeia na entrada de Umoja, para evitar o acesso de turistas ao local. Além disso, eles chegaram a invadir a aldeia feminina e atacar as mulheres.


Apesar das circunstancias, elas não desistiram. Continuaram trabalhando e juntaram dinheiro para comprar a aldeia os homens. O plano deu certo e toda região ao redor de Umoja é habitado por mulheres.


Graças a elas uma nova geração de mulheres quenianas começou a surgir. Livres de conceitos opressores e com oportunidades para construir sua própria história.


“Nós ensinamos nossas meninas a acreditarem nelas mesmas, como mulheres, mesmo sem a presença dos homens”


Fonte: Nas Daily


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